{"id":2708,"date":"2025-06-03T13:45:27","date_gmt":"2025-06-03T13:45:27","guid":{"rendered":"https:\/\/mmap.cm-stirso.pt\/cimp\/"},"modified":"2025-07-16T08:18:04","modified_gmt":"2025-07-16T08:18:04","slug":"cimp","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/mmap.cm-stirso.pt\/en\/cimp\/","title":{"rendered":"CIMP"},"content":{"rendered":"\n<p>O <strong>Centro Interpretativo do Monte Padr\u00e3o<\/strong> constitui a pedra basilar do projeto de estudo, valoriza\u00e7\u00e3o, musealiza\u00e7\u00e3o e dinamiza\u00e7\u00e3o do Castro do Padr\u00e3o, cujo prop\u00f3sito visa cumprir os seguintes objetivos principais.<\/p>\n\n<ul class=\"wp-block-list\">\n<li>Promover a reabilita\u00e7\u00e3o e valoriza\u00e7\u00e3o de um importante conjunto patrimonial de car\u00e1cter arqueol\u00f3gico e arquitet\u00f3nico.<\/li>\n\n\n\n<li>Valorizar o estudo de um conjunto arqueol\u00f3gico com alta relev\u00e2ncia cient\u00edfica, com caracter\u00edsticas \u00fanicas, que tornam o espa\u00e7o adequado \u00e0 interpreta\u00e7\u00e3o da ocupa\u00e7\u00e3o do territ\u00f3rio no decorrer de um largo per\u00edodo de tempo.<\/li>\n\n\n\n<li>Sublinhar a import\u00e2ncia da complementaridade entre o patrim\u00f3nio arqueol\u00f3gico e ambiental<\/li>\n\n\n\n<li>Desenvolver um espa\u00e7o com aptid\u00f5es de natureza museol\u00f3gica, pedag\u00f3gica, tur\u00edstica e de apoio ao trabalho de investiga\u00e7\u00e3o.<\/li>\n\n\n\n<li>Potencializar os recursos disponibilizados para a promo\u00e7\u00e3o tur\u00edstica da regi\u00e3o.<\/li>\n<\/ul>\n\n<p>O <strong>Castro do Padr\u00e3o<\/strong> constitui uma das principais refer\u00eancias culturais do concelho de Santo Tirso. A sua presen\u00e7a, de grande destaque na paisagem, aliada \u00e0 carga hist\u00f3rica que possui, decorrente da intr\u00ednseca liga\u00e7\u00e3o a uma das mais ilustres personagens da sociedade medieva, S. Rosendo, afirma-se na regi\u00e3o como um bem de elevado interesse hist\u00f3rico e arqueol\u00f3gico. Este v\u00ednculo, de grande relev\u00e2ncia simb\u00f3lica, faz com que o im\u00f3vel transcenda a sua natureza enquanto objecto cient\u00edfico, e se projecte como um marco intemporal associado ao processo de reconquista do territ\u00f3rio que mais tarde viria a ser Portugal.<\/p>\n\n<p>O Castro localiza-se na freguesia de Monte C\u00f3rdova, concelho de Santo Tirso, distrito do Porto, a poucos quil\u00f3metros a sudeste da sede do concelho. O im\u00f3vel encontra-se classificado como <strong>Monumento Nacional <\/strong>desde 1910, inicialmente com a designa\u00e7\u00e3o de Castro de Monte C\u00f3rdova (Decreto-Lei de 16 de junho de 1910), tendo sido rectificada a sua denomina\u00e7\u00e3o para Castro do Monte do Padr\u00e3o em 1951 (6 de novembro de 1951, Decreto-Lei n.\u00ba 38491, art. 3). O seu top\u00f3nimo ficou a dever-se ao achado ocasional de uma cruz, de dupla face, que constituiria o remate de um cruzeiro, ocorrido no segundo quartel do s\u00e9culo XVIII, que estaria instalado no adro da igreja paroquial a\u00ed localizada at\u00e9 meados do s\u00e9c. XVII, e que deu origem \u00e0 edifica\u00e7\u00e3o da capela do Nosso Senhor do Padr\u00e3o, constru\u00edda no sop\u00e9 do castro em 1738.<\/p>\n\n<p>Os elementos crono-estratigr\u00e1ficos identificados documentam uma longa ocupa\u00e7\u00e3o que tem in\u00edcio no Bronze M\u00e9dio e se prolonga at\u00e9 ao 2\u00ba quartel do s\u00e9c. XVII, registando-se um hiato consider\u00e1vel entre o <em>terminus<\/em> da ocupa\u00e7\u00e3o romana e a Alta Idade M\u00e9dia. Os dados atualmente dispon\u00edveis permitem esbo\u00e7ar uma periodiza\u00e7\u00e3o balizada em onze fases que parametrizam os diferentes momentos de ocupa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n\n<p><strong>Fase I<\/strong> \u2026\u2026|1250 a.C.(BM)<\/p>\n\n<p><strong>Fase II<\/strong> 1250 a.C. | 1000 a.C. \/900 a.C. (BF \/1\u00aa Fase)<\/p>\n\n<p><strong>Fase III<\/strong> 1000 a.C. \/ 900 a.C. | 700 a.C. (BF \/2\u00aa Fase)<\/p>\n\n<p><strong>Fase IV<\/strong> 700 a.C.| 500 a.C. \/ 450 a.C. (I\u00aa IF)<\/p>\n\n<p><strong>Fase V<\/strong> 500 a.C. \/450 a.C.| 200 a.C. (II\u00aa IF\/ 1\u00aa Fase)<\/p>\n\n<p><strong>Fase VI<\/strong> 200 a.C.| Tib\u00e9rio\/Cl\u00e1udio (II\u00aa IF \/2\u00aa Fase)<\/p>\n\n<p><strong>Fase VII<\/strong> Tib\u00e9rio\/Cl\u00e1udio | 1\u00aa Metade do s\u00e9c. II<\/p>\n\n<p><strong>Fase VII<\/strong> a 1\u00aa Metade s\u00e9c. II | Meados do s\u00e9c. III<\/p>\n\n<p><strong>Fase VIII<\/strong> 900 | Final do s\u00e9c. XII<\/p>\n\n<p><strong>Fase IX<\/strong> Final do s\u00e9c. XII | 1\u00aa Metade do s\u00e9c. XVII<\/p>\n\n<p><strong>Fase X<\/strong> 1738 (constru\u00e7\u00e3o da Capela do Sr. do Padr\u00e3o) <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Centro Interpretativo do Monte Padr\u00e3o constitui a pedra basilar do projeto de estudo, valoriza\u00e7\u00e3o, musealiza\u00e7\u00e3o e dinamiza\u00e7\u00e3o do Castro do Padr\u00e3o, cujo prop\u00f3sito visa cumprir os seguintes objetivos principais. O Castro do Padr\u00e3o constitui uma das principais refer\u00eancias culturais do concelho de Santo Tirso. 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